terça-feira, 1 de julho de 2008

Nova família Gol

A Volkswagen do Brasil lançou no domingo a quinta geração do carro mais vendido do país há 21 anos, o Gol. O carro, que consumiu investimentos de 1,2 bilhão de reais, faz parte de uma família que deve contar com até quatro modelos derivados e ajudar a empresa a retomar liderança no país, afirmou na quinta-feira o presidente da empresa no Brasil, Thomas Schmall.

O novo veículo começará a ser vendido na próxima segunda-feira com motores 1.0 e 1.6 e equipado com quatro portas, um dia depois da festa de lançamento para 10 mil convidados e que contará com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O preço será próximo ao da versão anterior do Gol, cuja versão mais básica de quatro portas custa cerca de 29 mil reais, de acordo com a montadora. O novo modelo competirá com o Palio, da atual líder de mercado Fiat, e com o Celta, da GM .

"O novo Gol faz parte de uma plataforma para nos dar um crescimento sustentável. Um carro só não será suficiente (...) Mas vai depender de outros produtos que vamos explorar também", disse Schmall. "Vai haver uma nova família Gol, com três, até quatro versões", afirmou o executivo, informando que o novo Gol sedã deve ser lançado ainda este ano. A quarta geração do carro teve como derivadas uma picape (Saveiro) e uma perua (Parati).

A Volkswagen continuará produzindo a geração anterior do Gol, lançada em 2005, mas ela deixará gradualmente de ser fabricada com quatro portas e passará a contar com apenas duas. Com isso, o carro será posicionado para concorrer mais diretamente com o Uno, modelo mais básico da Fiat lançado há cerca de 20 anos e atualmente muito procurado por frotistas.

"Para a liderança (do mercado) você precisa de produto e hoje nós temos produto. Tínhamos perdido um pedaço desse mercado de leves", disse Schmall, sem revelar números de participação de mercado ou expectativas de vendas do novo Gol.

"Hoje não se faz carro para um mercado só. O novo Gol tem potencial mundial, poderia ir para Índia e Rússia, por exemplo. Estamos estudando", afirmou o executivo, acrescentando que exportações do novo carro para a Argentina devem começar um mês após o lançamento no Brasil. Atualmente, o Gol só é produzido no país, de onde é despachado para 15 países.

O Gol é o quinto carro mais vendido pelo grupo Volkswagen no mundo. Desde o lançamento da primeira geração do automóvel em 1980, a montadora vendeu 5,7 milhões de unidades.

AUMENTO DE PRODUÇÃO

O lançamento do novo Gol faz parte de um pacote de investimentos de 3,2 bilhões de reais que a montadora prevê desembolsar entre 2007 e 2011 em novos produtos e que envolveu a instalação de 500 novos robôs nas fábricas de São Bernardo e Taubaté (SP).

Schmall afirmou que a Volkswagen do Brasil trabalha ocupando praticamente 100 por cento da capacidade produtiva de suas três fábricas no país que, além de São Bernardo e Taubaté, incluem uma planta em Curitiba.

Apesar do nível de ocupação das fábricas, o executivo afirmou que há espaço para ampliações de unidades, com preferência da empresa à construção de uma nova planta ou a uma parceria. "Já temos três fábricas no Brasil, nosso foco é ampliar o que já temos."

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima vendas de 3,06 milhões de veículos no Brasil em 2008, alta de 24 por cento sobre o ano anterior. "Este ano, no Brasil, o mercado está perfeito. Já estamos no segundo ano com crescimento acima de 20 por cento."

Schmall informou que a Volkswagen prevê fabricar no Brasil em 2008 cerca de 800 mil veículos, chegando em 2009 a 900 mil unidades.

Pedágios mais caros em São Paulo

As tarifas dos pedágios das rodovias paulistas ficarão até 11,53% mais caras a partir da meia-noite desta terça-feira (1º). O reajuste maior, feito pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), vale para as 12 concessionárias estaduais, entre elas Autoban, ViaNorte, Autovias, Ecovias e Via Oeste

Nas rodovias administradas pela Dersa Desenvolvimento Rodoviário e pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER), o aumento determinado pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE é de 5,57%. O reajuste diz respeito ao período de junho de 2007 a maio de 2008.

Com o reajuste de 11,53%, quem for de carro de passeio de São Paulo a Santos pela Rodovia Anchieta passará a pagar R$ 17 na praça de pedágio de Riacho Grande. O mesmo valor vale para a Imigrantes. As estradas estão sob concessão da Ecovias.

De São Paulo a Itu, pela Castello Branco, há pedágios de R$ 6,30 em Osasco e R$ 10,80 em Itapevi - total de R$ 17,10. Para quem pretende seguir viagem no sentido Sorocaba, na praça de pedágio Itu, o valor subiu para R$ 7,20. Pela Rodovia Raposo Tavares, é preciso pagar R$ 5,40 em São Roque e R$ 2,30 em Araçoiaba da Serra - total de R$ 7,70. A concessão nesses trechos é da Viaoeste.

Para ir da capital paulista a Campinas pela Anhangüera ou pela Bandeirantes, rodovias administradas pela Autoban, é preciso pagar dois pedágios - R$ 5,90 até Jundiaí e mais R$ 5,90 até Campinas. Em Araraquara, no trecho São Carlos-Mirassol (administrado pela Triângulo), a taxa sobe de R$ 9,30 para R$ 10,40.

Sob concessão da Dersa, as rodovias D. Pedro I e Ayrton Senna sofrerão um reajuste de R$ 8,10 para R$ 8,60. Nas rodovias Carvalho Pinto e Raposo Tavares, o pedágio custará R$ 4,90. Antes, a cobrança era de R$ 4,60.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o reajuste é aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios, base tarifária igual para todas as rodovias concedidas do Estado (exceto Rodoanel) que varia de acordo com o tipo de pista. Cada praça de pedágio efetua a cobrança de um determinado trecho rodoviário (em quilômetros) denominado Trecho de Cobertura do Pedágio (TCP) que é multiplicado pelo valor da tarifa quilométrica.


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